quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Apostila de evangelismo pessoal

INTRODUÇÃO

Ao introduzir o nosso curso de Evangelismo Pessoal entendo ser necessário considerarmos com

muita seriedade um fator importantíssimo.

I - A GRANDE NECESSIDADE DA EVANGELIZAÇÃO

Falando de necessidade de evangelização temos que reconhecer que ainda estamos marcando passos. Certa estatística nos informa que “em 1850 cinco cristãos levavam um ano para conduzir uma alma a Cristo. Em 1900 eram precisos quatorze Cristãos para fazê-lo em um ano. Em 1919 já levavam vinte e um crentes e hoje levam 33 cristãos um ano todo para conduzir uma alma a Cristo. O que está acontecendo? Onde estão os “pescadores de homens?”. É hora de assumir o nosso compromisso e avançarmos na pregação do evangelho. Esta é uma missão de toda Igreja que só se realizará se todos puserem mãos à obra.

O quadro de hoje é ainda o mesmo que Joel falou “multidões no vale da decisão”. (Joel 3:14). A responsabilidade de apontar qual o caminho a seguir é de toda a Igreja.

Outro quadro que Joel viu foi à seara madura, pronta para colheita. Este quadro é também a realidade hodierna, quem irá colher ?

As palavras do Senhor Jesus foram: “A seara é realmente grande...”( Mt. 9:37 ). Isto Jesus falou tendo percorrido todas as cidades e aldeias e vendo as multidões, compadeceu-se delas, pois andavam cansadas, abatidas como ovelhas que não tem pastor ( Mt. 9:35a.36 ). Certamente Jesus diria e sentiria o mesmo hoje, porém, é nossa a responsabilidade hoje assim ele nos falou: “assim como o Pai me enviou, eu vos envio”- Jo 20:21

Numa perspectiva escatológica a necessidade da evangelização se explica quando a Escritura revela, “ e este evangelho do reino será pregado em todo mundo, em testemunhos a todas as nações, então virá o fim” – Mt. 24: 14.

II - DEFINIÇÕES

Para uma compreensão básica sobre Evangelismo, temos que percorrer com uma conceituação de “Evangelho” e “Evangelização” para depois formularmos um entendimento plausível sobre “Evangelismo”.

Evangelho – ocorre 72 x no Novo Testamento, sendo 54 x estão nos escritos de Paulo.

Este termo origina do grego “euanguélion” e no latim “evangelium”, tem o mesmo sentido.

No N.T. a palavra “Evangelho” é sempre empregada no sentido de Cristo confiada aos apóstolos.

- Significa Boas Novas ( Mc 1.1 ; 1.15 )

O Evangelho foi pregado, primeiramente por Jesus ( Mt. 4.23 ; 11. 5 ; Mc. 1.14 ; Lc 4.18 ; 7.22 ) e depois pelos apóstolos ( At. 16. 10 ; Rm 2. 15 ; 1.16 ; 1Co 9.16 ), e também pelos que criam Atos 8.25. A mensagem recebeu vários nomes: Evangelho de Deus: Rm 1.1,5 ; I Tm 1.11 ; Evangelho de Cristo: Mc 1.1 ; Rm 15.19 ; I Co 9.12-18 ; Gl 1.17 ; “Evangelho da Graça de Deus”. At. 20.24 “Evangelho Eterno”. Ap 14.6; “Evangelho da Paz”, Ef 6.15; “Evangelho do Reino”. Mt 4.23; 24.14; “Evangelho da Vossa Salvação” Ef. 1.13; e o termo foi também aplicado aos escritos que registraram os feitos e os ensinos de Jesus.

No N.T. o Evangelho tem um conteúdo definido.

É uma mensagem que se pode “pregar”( Mt 4.23; 9.35; 24.14 ).

“Testificar”( At. 20.24 );

“Proclamar” ( II Co 11.7; Gl 1.11 )

“Dar a conhecer” ( Ef. 6.12 )

“Anunciar” ( I Ts 2.2 )

“Ao mesmo tempo ouvir” ( Ef. 1.13; Cl 1.23)

“Crer”( Mc 1.15 )

“Receber” ( I Co 15.1 )

O seu conteúdo é tão definido que Paulo afirmar em termos inequívocos que além do Evangelho que ele prega não há outro Evangelho ( Gl 1.6-9 ).

- Evangelização – em última análise é a ação de Evangelizar. A palavra evangelizar ocorre 52 x no N.T.; incluindo 25x nos escritos de Paulo. Pode-se dizer que evangelização é a ação de comunicar o Evangelho, visando levar perdidos a Jesus para que sejam salvos.

- Evangelismo – não se encontra no N.T., naturalmente ela torna possível a ação de evangelizar. A partícula “ismo” denota sistema, assim, antes de mais nada, evangelismo envolve os princípios, os métodos, as estratégias, as técnicas empregadas na ação de evangelização. O Evangelismo dá a evangelização as condições para que ela atinja os seus objetivos.

III – VISÃO PANORÂMICA DO V.T. – EVANGELÍSMO

3.1. Desde o início, Deus relata ao homem as conseqüências da sua desobediência acompanhada com a sua própria providência para a restauração de toda a criatura humana caída.

3.1.1. A queda do homem e suas conseqüências ( Gn 3.9 ). A iniciativa de Deus em busca do Caído, “onde estás?”

3.1.2 A providência divina da redenção ( Gn. 3.15; Is 7.14 ). Este versículo contém a 1º promessa implícita do plano de Deus para a redenção do mundo, Prediz a vitória final da raça e de Deus contra satanás e o mal.

3.1.3. A providência de Deus para vesti-los ( morte de um animal, derramamento de sangue) Gn 3.21. A tentativa feita pelo homem de cobrir-se com folhas ( vs. 7), era tão inadequada como desejo de desculpar-se pelo pecado. A provisão Deus, fazendo-lhes vestimentas de peles, é o primeiro vestígio de exigência divina de uma vítima sacrificial que ofereça uma cobertura ( propiciação ) capaz de promover a reconciliação.

3.1.4. A promessa da bênção para todas nações ( Gn 12.3 ). Esta é a segunda profecia das Escrituras sobre a vinda de Jesus Cristo a este mundo. O Texto fala de uma benção espiritual que viria através de um descendente de Abraão. Paulo declara que esta bênção se refere ao Evangelho de Cristo, oferecido a todas as nações. ( Gl 3.8,14,16)

3.1.5. As promessas messiânicas:

a) Profecia do nascimento de Cristo ( Is,7.14 )

b) Promessa para Israel e todo o povo ( Is. 9.2-7 ). Isaías fala de um libertador vindouro que, um dia, guiara o povo de Deus à alegria, à paz, à retidão e a justiça. Essa pessoa é o Messias – Jesus Cristo, o filho de Deus. Esta pessoa revela várias verdades importantes:

Ÿ Traria a luz da salvação e da esperança ( Is. 9.2; 42.6; 49.6 )

Ÿ Aumentaria o número do povo de Deus, sobretudo pela admissão dos gentios à família da fé ( Is. 9.3; At. 15.13 – 18 ).

Ÿ Traria a paz pelo livramento do seu povo do jugo da opressão e pela derrota de seus inimigos ( Is. 9.4,5 )

Ÿ O Messias viria da nação de Israel e seria chamado Maravilhoso (Is.9.6 )

Ÿ Reinaria sobre o povo de Deus para sempre ( Is. 9.7 conferir com II Sm 7.16 )

3.1.6 Retrato da promessa cumprida ( Is. 53.11 ).

3.1.7 Salvação através do Evangelho vitorioso de Cristo ( Is. 53.11 ). O sofrimento de Cristo ( O Messias ) cumpriria o propósito de Deus e resultaria na salvação para os “muitos” que crerem.

IV – PANORAMA DO EVANGELISMO NO N.T.

AS boas notícias messiânicas começaram com o precursor João Batista, ele exortava o povo e lhe pregava as boas novas.

As boas novas começam com seu chamado ao arrependimento e o anúncio do advento do reino, na verdade, sua história é o começo do Evangelho.

“A profecia encarnada é cumprida”

4-1 – O precursor do Messias:

Ÿ João Bastista ( Lc. 1.8 – 17; Jo 1.19-28 )

Ÿ O verbo se fez carne ( Jo 1.1-11)

Ÿ O reino de Deus está na terra ( Mc 1.14-16 )

Ÿ O véu rasgou – se, ressurreição ( Lc 24.1-3 ). Tema Central

4-2 – Jesus e seus discípulos:

Ÿ Missão – Ir por todo o mundo ( Mc 16.15 )

Ÿ A promessa de Atos 1.8.

Biblicamente este trabalho é descrito como:

1. Uma ordem de Jesus ( Mt. 28. 19, 20; Mc. 16. 15-18 ).

O Senhor nos ordenou pregar o evangelho, Ele quer que sua mensagem atinja a :

Ÿ toda a criatura ( Mc. 16. 15 )

Ÿ todas as nações ( Mt. 28. 19 )

Ÿ todo o mundo ( Mc. 16. 15 )

Ÿ todas as aldeias ( Mt. 9. 15 )

Ÿ todo o lugar ( At. 17. 10 )

Ele “amou o mundo” ( Jo 3. 16 )

Quer que “... os homens de toda tribo, língua, ( Ap. 5. 9 ) “... venham a arrepender-se” ( II Pe. 3.19 ) “... Se salvem e venham ao conhecimento” ( I Tm 2. 4 )

Todos os crentes, sem exceção, receberam esta incumbência do Senhor” ( I Pe. 2. 9 ; Mt. 10. 8 )

2. É um dever : Como todo dever tem suas implicações, tipo privilégio e responsabilidades assim podemos descreve-los.

· “ Me é imposta esta obrigação ( I co 9. 16 )

· “ Pregues a Palavra “dever” ( II Tm 4. 1,2 )

· “... cooperando com eles o Senhor” Privilégio ( Mc. 16. 20 )

· “... Se tu não falares” responsabilidade ( Ez. 33. 8 )

· “ ... Os que semeiam” desafio ( Sl 126. 5,6 )

3. É uma prova que somos diferentes “... o amor de Deus está derramado em nossos corações”

( Rm. 5. 5 )

Nos leva a ter amor pelos perdidos ( Rm. 9. 1-3 ). Colocar em riscos nossas vidas ( At. 20. 23,24 )

Jesus – exemplo ( Jo 10. 15,17 )

Queremos que os outros conheçam a Jesus

Exemplos:

· Mulher Samaritana ( Jo. 4. 29 )

· Zaqueu ( interesse pelo próximo) Lc. 19. 8,9

· André ( seu irmão Pedro ) Jo 1. 41,42

· Felipe ( anunciou a Natanael ) Jo 1, 45

· O leproso ( Mc. 1. 44,45 )

4 – Situação em que o mundo se encontra e as oportunidades que temos para fala

4 -1- O mundo jaz no maligno ( I Jo . 5 . 19 )

4 - 2 – Os pecadores estão entregues a um sentimento perverso , para fazerem coisas que não convém ( Rm . 1 . 28 , 3 )

4 - 3 – O pecador está preso nos “ laços do diabo ’’ ( II Tm. 2 . 26 )

4 - 4 – Como crerão se não há quem pregue ? ( Rm . 10 . 14 )

5 - E ouvindo a Palavra de Deus que o pecador tem condições de crer, pois “a fé vem pelo ouvir, e ouvir pela Palavra de Deus” ( Rm. 10. 17 ). As vezes, o pecador até possui uma Bíblia, mas é necessário que alguém lhe explique.

Exemplos:

· Eunuco ( At. 8. 27-33 )

· A cura do paralítico ( Jo 5. 1-15 )

· A palavra dita por Jesus chegou ao coração, ele adquiriu fé, e em seguida, Jesus o curou .

· Quando Pedro pregou na casa de Cornélio, todos ouviram, foram salvos e até batizados ( At. 10. 42-48 ).

· A seara, está madura, é hora da colheita ( Jo 4. 35 ; Mt. 9.37 )

· Dar de graça o que recebeu ( Mt. 10. 8 )

· Diante de tantas crises, situações percebemos que em nossa nação há uma grande liberdade para pregar o Evangelho, por isso que não podemos ficar calados ( At. 28. 31 )

PLANO DE SALVAÇÃO

I – Mostrar a necessidade real do Pecador, levando-o a ver e sentir a necessidade de salvação:

1. Você é pecador – Rm. 3. 23;

2. Explicar o sentido da morte espiritual – Ef. 2. 1; Rm. 6. 23; Ap. 20. 14;

3. Para ser salvo tem que nascer de novo – Jo 3. 3

II – O Pecador não Pode salve-se a si mesmo porque:

1. Deus pensa diferente dos homens – Is. 55. 8; Pv. 14. 12;

2. Nossas obras, nem nossa justiça, são aceitas por Deus como meio de salvação – Fl. 3. 5; Ef. 2. 8,9;

3. Pela lei ninguém pode ser justificado – Tg. 2. 10; Gl. 3. 10; 2.16; Rm. 3.28.

III – Deus já providenciou a salvação do homem:

1. Em amor – Jo. 3.16; Rm. 5. 8;

2. Em graça – Ef. 2. 8; Tt. 2. 11;

3. Cristo pagou o salário do pecado substituindo o homem – I Pe. 1. 18,19; II Co. 5. 21;

4. Cristo é o mediador – I Tm. 2. 5

5. Cristo é a vida – Jo. 14. 6

IV - Deus dá certeza de salvação aquele que crê:

1. O homem precisa crer e aceitar Jesus como Salvador, para ser salvo – Jo. 5. 24

2. O homem precisa:

- Crer – At. 16. 31

- Arrepender – At. 3. 19

- Receber – Jo. 1.12

V- Aquele que crê precisa confessar Jesus diante dos homens:

. Rm. 10. 8 – 10

. Mt. 10. 32 - 33

A PESSOA DO EVANGELISTA E SUAS QUALIDADES
Os anjos queriam pregar o Evangelho porém Deus reservou esta tarefa aos homens ( I Pd. 1.12 )
A - Ser nascido de novo e ter convicção da Salvação João 3. 13

B- Ser constante no estudo da Bíblia II Tm. 2..15 -I PE 3.15

A Palavra do Senhor testemunha que os grandes servos de Deus eram homens da Palavra : Jr . 15.16 ; Jó 23.10-12 ; Davi (Sl.119.72;162) ; Paulo ( Fl. 4 .8 ;Cl. 3.16 )

· O evangelista deve pois :

1-Estudar a Bíblia (AT.17 .11 ;II Tm. 2.15 ) ;

2- Ler constantemente a Bíblia ( Ap. 1.3 ;I Tm. 4.13 ) ;

3- Ouvir a leitura da Bíblia ( Rm.10.17;Ap.2.29 ; Ec. 5.1 ) ;

4- Memorizar a Bíblia ( Sl.119 .11; Dst.. 6.6; P.V. 7.1-13 ) ;

5-Meditar na Palavra de Deus ( Sl . 1 . 2 ; Js 1. 8 ; Sl . 119 . 48 ) ;

6- Meditar na Palavra de Deus (Sl.1.2; J/s. 1.8 ;Sl.119.48 ) .

C- Tem que ser homem de oração I Ts.5.17

A oração deve fazer parte da vida do evangelista como um estilo de vida constante. A oração deve ocupar espaço privilegiado no programa de vida e ação do evangelista porque :

C.1- Pela oração é possível absorvermos o caráter de Deus em nossa Vida .

C.2- A oração confere autoridade e poder ao evangelista ( Ef. 6.18; 3.20 )

C.3- A oração confere ao Espírito Santo a liberdade de ação na vida do evangelista. J.o .16.13

C. 4- A oração possibilita o enchimento do Espírito Santo-(A t. 1.14; 2. 4,37 ;4. 31 ) .” Dias de poder são sempre precedidos de noites de oração.’

A essencialidade da oração se compara também pelo testemunho dos grandes evangelistas; vejamos o que eles testificaram do poder da oração

1º - Para Hudson Taylor oração era ‘entabular negócio com Deus .

2º- Jonathan Edwards falou em ‘assaltar o céu pela oração’.

3º- Jonh knox lutava com Deus bradando: ‘Ó Deus dá – me a Escócia ou eu morro.’

4º- Sobre D . L . Moody disseram : ‘ Nunca fazia longas orações , nem passava longo tempo sem orar . ‘

5º- Martinho Lutero confessou : ‘ Se deixo de passar pelo menos duas horas cada manhã em oração , o diabo ganha vitória durante o dia .’

6º- Charles Haddon Spurgeon dizia aos colegas pregadores: ‘Devemos ter por norma jamais ver a face dos homens antes de ver a face de Deus .’’

7º- E .M . Bonds escreveu: ‘ ‘ Poderíamos correr a lista dos homens que deixariam poderosa impressão de Deus no mundo: havíamos de encontrá-los buscando cedo a Deus. O anseio de Deus que não for suficiente para rom per as cadeias do sono, é muito fraco e pouco realizará...trabalho espiritual é trabalho extenuante e poucos são os que se dispõem a tanto... Podemos abreviar nossa oração e não sentir o perigo até que se abalem os alicerces . Devoções apressadas produzem fé débil, convicções fracas e piedade duvidosas . Estar pouco na companhia de Deus é pouco fazer para Deus .’’

Sabe-se pois , se queremos sucesso no ministério precisaremos ‘’ batizar ‘’ o nosso ministério na oração .

D – Tem que ser um homem zeloso Rm . 12 .11 .

Este zelo refere-se ao caráter autodeterminado do evangelista no serviço nobre da evangelização.

E - Deverá manter –se sempre sob a orientação do Espirito Santo - At . 1. 8 ; Cl .24 . 49 .

Jesus mesmo dependeu do Espirito Santo no exercício do Seu minis-

tério de salvação das almas . Cl . 4 .18 – 19 .

A orientação do Espírito Santo é importante porque :

1º - Ele guia –nos em toda verdade . J.o .16 .13 ;

2º - Ele ensina – nos o que falar . Cl . 12 –12 ;

3º - Ele lembra –nos as palavras do Senhor . Jo . 14 . 26 ;

4º - Ele ajuda –nos nas fraquezas . Rm . 8 –26 ;

5º - Ele ajuda –nos a orar como convém . Ef . 6 .18 ;

6º - Ele nos dá autoridade e convicção para falar . At . 4 . 33 ; 2 .37 ;

7º - Ele é quem convence as vidas . Jo . 16 .8 –11 ;

8º - Ele é quem regenera do pecado dando –lhe o novo nascimento . Tt . 3 . 5 –7 ; Jo . 3 .5 –8 ;

9º - O Espirito Santo escolhe o campo de serviço . At . 13 . 2 - 4 ; At . 8 . 26 – 35

10º - O Espirito Santo revela o perigo - At . 20 . 22 , 23

É imprescindível que o evangelista esteja sob a plena direção do Espirito Santo para que tenha bom êxito no ministério .

F - Deve ser sábio :

§ At . 6 . 3 – Sabedoria – Dom de Deus .

§ I Ts . 5. 21 –Sabedoria que capacita o evangelista a fazer juízos de valores, analisar experiências e ficar com o que é bom .

§

G – O evangelista deve ser otimista . Rm . 12 .12 .

Nem desânimo , nem desistência no seu objetivo, porém a força motivadora do seu coração o deve ser mais forte e não desanimar nem desistir do seu objetivo

H – O evangelista deve ter um profundo amor pelas almas perdidas II Cor. 5 .14 .

Agindo assim o evangelista estará seguindo os mais nobres exemplos:

aDeus –Jo . 3 . 16 ;

bJesus -Mt . 9 .36 :

§ Ao leproso . Mc . 1 . 41;

§ Aos cegos. Mt .20 .31 ;

§ A viuva de Naim . .Lc . 7 .13 ;

§ Filipe –At . 8 . 5 ;

§ A Jerusalém . Mt . 23 .37 ;

§ As multidões . Mt . 14 .14 ; 15 .32 ;

c – Os apóstolos . At . 20 .23 ; 21 . 13 ( Paulo ) ; At . 3 .1 – 8 ; 4 . 1 , 2 , 8 ; 18 – 21 ( Pedro )

d – Os diáconos :

§ Estevão –At. 7 . 59 –60 ;

e - A Igreja - At . 8 . 4 ; 11 . 19 .

f - Alguns servos de Deus na história :

§ Henrique Martin “ Agora deixem consumir –me por Deus . ”

§ John Knox – “Dá – me a Escócia ou morrerei “.

§ Whitefield – “ Se não queres dar –me almas , retira a minha .”

§ Hyde –“ Pai , dá –me estas almas ou eu morro .”

MÉTODOS E ESTRATÉGIAS PARA O EVANGELISMO

Método –É o caminho que se usa para chegar a um determinado objetivo ; a maneira de se fazer algo . Ex . : Evangelismo em massa - método .

Estratégia - É a maneira que se usa para alcançar um objetivo . Ex . : Culto ao ar livre – estratégia .

Recursos – São os recursos que usamos para executar o método . Ex . :Usar slides para uma palestra evangelística - técnica .

Tratando – se do alcance de almas perdidas podemos usar os seguintes métodos : Evangelismo pessoal , ou seja , de pessoa a pessoa e o Evangelismo em massa que alcança um grande grupo de uma só vez .

A - Evangelismo Pessoal - É aquele evangelismo que é feito de pessoa a pessoa , em que se pode estar perto do evangelizando , olhando para os seus olhos ; notando as suas reações , as suas emoções e ,ao mesmo tempo, pondo diante do dele a nossa vida cristã como luz do mundo e sal da terra .

Jesus é o nosso grande exemplo de evangelismo , e especialmente evangelismo pessoal . Jesus convivia com a multidão , porém , sempre realçou o indivíduo no coletivo . Ex .: Zaqueu , a mulher samaritana , “ o mancebo de qualidade “ – Lc . 19 .1 –10 ; Jo . 4 ; Mc . 10 . 17 –31 ; Jo . 3 .

1 –JESUS DEMONSTRA COMPAIXÃO PELO PECADOR (Mc .5 .10 .21 ; Mt . 9 .36 ; Mc . 2 . 5 )

Assim deve ser o evangelista , ver o pecado da pessoa e a sua condição de perdido espiritual .

2 – JESUS NÃO TINHA PRECONCEITOS – EMBORA FOSSE PURO E DIVINO – Jo . 8 . 10 –11

O evangelista deve seguir o exemplo de Jesus que não rejeitou essa mulher , pelo contrário , sentiu compaixão dela , acolheu e perdoou .

3 –JESUS IA AONDE A PESSOA ESTAVA – Lc . 10 . ; Mc . 2 . 13 – 17

O evangelista precisa compreender que tem que ir em busca do pecador e não esperar que ele venha até ele .

4 – JESUS SABIA COMO INICIAR UMMA CONVERSA EVANGELÍSTICA - Mt . 22 .15 –33 ; At . 8 . 35

O evangelista precisa aprender com Jesus iniciando uma conversa evangelística partindo de onde a pessoa está .

5 - JESUS ERA INCISIVO NA CONVERSA - Jo . 3 . 3 ; Jo , 4 .21 ;

Lc . 13 . 5

Jesus sempre foi muito claro e objetivo na sua evangelização , o que devem imitar os evangelista da nossa época também .

6 - JESUS SENTIA A URGÊNCIA DA SALVAÇÃO – Jo . 9 . 1 ; Mc .15 – 16

É também necessário o evangelista compreender a urgência da tarefa de evangelização .

A TÉCNICA DE ABORDAGEM NO EVANGELISMO PESSOAL

É indispensável ao evangelista a sabedoria para abordar as pessoas , tendo em vista que ele vai lidar com pessoas totalmente diferentes cada uma sendo um “universo complexo “ , com seu lastro cultural , com suas crenças , com seus conceitos , com suas “ filosofias de vida “ , com seus melindres e , sobretudo com sua responsabilidade própria , que não é igual a de ninguém . Daí a necessidade do evangelísta depender do Espirito Santo é procurar entender a natureza humana para então ele saber proceder diante da reação positiva ou negativa do evangelizado . Jesus conhecia a natureza humana João 2:25

1 –Comece com uma motivação natural . Cada pessoa é como um canteiro de flores . Pôr a mão nesse canteiro é estar diante do risco de amassar flores e também ferir-se com espinhos . Portan o , deve –se fazer esta abordagem de tal maneira que não haja nenhum prejuízo na sensibilidade de pessoa . O exemplo de Jesus com a mulher samaritana é clássico : “Dá – me de beber “ ;

2 - Comece onde a pessoa está . A habilidade de ligar uma abordagem começando naquilo que a pessoa está fazendo , ou falando , ou vendo , e fazer uma transição para a mensagem evangelística , é algo imprescindível a quem quer evangelizar . Ex . Filipe e o Eunuco – At .

8 . 30 ;

3 - Desenvolva por alguns momentos a conversa que foi iniciada . Seja natural em prosseguir a conversa , não force a passagem para o seu assunto abruptamente ,isto pode demorar horas , semanas , meses quem sabe para você chegar ao assunto principal ;

4 - Não exagere o interesse pela pessoa . É claro que o nosso interesse é ganhá –lo para Cristo , porém , se o nosso interesse for exagerado a pessoa poderá afastar-se do nosso contato ;

5 - Faça a transição, o natural mais natural possível , para o plano de salvação . Aproveite a situação para mostrar a necessidade espiritual da vida humana , a necessidade de Deus e de uma religião sadia . Use a Bíblia para fazer sua aplicação á situação ;

6 – Se a pessoa mostra –se interessada no assunto da salvação , passe para a fase definitiva . Convide –a para ir a um encontro , a um culto , a uma visita á sua casa e até mesmo a um almoço ;

7- De acordo com o que se pôde captar da condição cultural da pessoa , escolher um dos esquemas já conhecidos de exposições do plano de salvação ;

8 – Expondo o plano , a partir do ponto que a pessoa ainda não conhece , o evangelista deve perceber de onde deve começar com cada pessoa ;

9 - Só tratar do problema do pecado , é melhor o lado da experiência humana com o pecado , em vez de mencionar o lado bíblico em primeiro lugar ; Ver o plano do uso da mão para exposição do plano de salvação.

10 – Uma vez que a maioria das pessoas já tem alguma consciência do problema do pecado , a melhor maneira de começar o plano é pelo amor de Deus ( Jo . 3 . 16 ) .

Ver o plano do uso da mão para exposição do plano de Salvação

11 – Se as condições forem favoráveis , use a Bíblia e permita que a pessoa companheira a leitura dos textos . Caso contrário , use o texto de memória ;

12 – Evite que a pessoa interrompa o assunto na fase da exposição do plano ou que desvie o assunto para controvérsias doutrinárias das seitas . Insista na exposição do plano ;

13 – Dentro do possível , tente aplicar ilustrações de acordo com o seu nível cultural ;

14 – Após a exposição , verifique se a pessoa entendeu todo o plano . Faça um breve resumo de tudo para que o assunto se torne totalmente claro para ela ;

15 – Diante das ponderações da pessoa sobre um ou outro ponto ,reargumente os pontos em dúvida ou que não foram bem assimilados At . 8 . 31 ;

16 - Leve a pessoa a tomar decisão . Faça –o de maneira bem natural , mas bem firme e decisiva ;

17 - Ore com ela ;

18 – Não esqueça de fazer sua ficha para acompanhá-la no processo de integração .

MÉTODOS ESTRATÉGIAS DE EVANGELISMO PESSOAL

Vejamos algumas estratégias especiais que podem ser utilizadas na evangelização :

1 – Visitação - esta visita pode ser programada como também pode surgir naturalmente . Deve processar –se com muita sabedoria ; lembre as técnicas .

COMO FAZER UMA VISITA EVANGELÍSTICA

1 .1 . PREPARAÇÃO PARA A VISITA

1 . 1 . 1 . Identifique os nomes das pessoas que já visitaram a igreja ( com o pastor e secretária ) , grave bem os seus nomes antes da visita;

1. 1. 2 . A visita pode ser avisada por telefone ou sem aviso prévio . Os contatos por telefone são feitos geralmente com aqueles que já foram procurados vezes e não foram encontrados ;

1 . 1 . 3 . As equipes devem ser sempre dois ou três .

1 . 2 . COMO CONDUZIR A VISITA

1 . 2 . 1 . Toque a campanhia ou bata de maneira educada . Volte e pare um pouco antes da porta . Quando ela abrir sorria delicadamente para facilitar na aceitação da visita . um sorriso sempre bom ;

1 . 2. . 2 . Apresente -se junto com sua equipe ;

1 .2 . 3 . Após apresentação expresse a alegria de tê –lo visitando a igreja e interrogue –o sobre a possiibilidade de uma conversa . Se a pessoa não estiver disponível marque a visita para outra ocasião .

Se recusar , agradeça-lhe delicadamente , deixe uma literatura e prossiga ;

1 . 2 . 4 . Na casa , procure sentar –se em lugares que possibilitem aos elementos da equipe falar com os moradores ;

1 . 2 . 5 . Procure agir com delicadeza . Não tire vantagens da hospitalidade dos donos da casa ;

1 . 2 . 6 . O inicio da conversação pode ser breve e podem ser ventilados os seguintes pontos :

a –Origens ;

b – Ocupação ;

c- Interesses familiares ;

d- Contatos com a igreja

1 . 2 . 7 . Não discuta as idéias religiosas da pessoa no início da conversa , pois isto poderá prejudicar a apresentação do plano de salvação ;

1 . 2 . 8 . Apresente o plano de salvação . Saiba fazer a transição da conversa para o seu principal objetivo ;

1 .2 . 9 . Marque um novo encontro com os que receberam a Cristo ou que demonstraram interesse ;

1 . 2 . 10 . Termine a visita com uma oração após sondar se os donos da casa querem . Seja objetivo na oração .

2 - Aproveitando e criando situações – seja um encontro de negócios ,um pedido de informação , um acidente , uma notícia pela TV ou em qualquer outra circunstância o evangelista precisa estar atento para executar o evangelismo pessoal ;

3 – Em conduções coletivas - num ônibus urbano em que se viaja , num trem , numa barca , pode-se falar á pessoa que está ao nosso lado Também em uma viagem interestadual de ônibus ou avião . A operação pode começar com a entrega de um folheto . Daí o assunto pode surgir ;

4 – Na hora do almoço - em grandes fábricas , em que os trabalhado – dores almoçam no local , quer em restaurantes da empresa , quer em marmitas trazidas de casa , há empre aquela meia hora de descanso e bate papo entre colegas ;

5 – Nos supermercados - isto pode ser numa conversa sobre inflação , preços altos e outros assuntos ;

6 – Salões de beleza e cabeleireiros - ás vezes temos que passar bom tempo numa barbearia , num cabeleireiros ou num beleza . Nesta hora odemos criar um ambiente de evangelismo e envolver algumas pessoas ;

7 – Evangelismo como estilo de vida – isto quer dizer que a pessoa é despertada para estar atenta e aproveitar todos os momentos e todas as oportunidades para testemunhar de cristo .

EVANGELISMO EM MASSA

Este é o tipo de evangelismo que visa alcançar o indivíduo em grupo , seja esse grupo grande ou pequeno . Aqui o trabalho evangelizador atinge o grupo , para atingir o indivíduo .

CONSIDERAÇÕES :

1 – No grupo , o indivíduo facilmente se ocultará do contato e poderá remeter a mensagem , mentalmente , para qualquer outro , em vez de acatá –la para si mesmo . – O evangelizando ;

2 – Falando ao grupo , o evangelista será tentado a sentir –se desencumbido de sua tarefa , sem ter certeza de que conseguiu ganhar alguém para Cristo .

TIPOS DE EVANGELISMO MASSA :

Não teremos condições de estudar detalhadamente todos os tipos de evangelismo em massa , por isso nos deteremos em alguns que consideramos ocupar mais importância hoje :

1 – CULTO AO AR LIVRE – Só para que estejamos seguros da importância de meios de evangelização atentamos para estas informações históricas :

a – O “ ar livre “ já vinha dos judeus , que o usavam em qualquer lugar : jardins , beira de rios e mercados ;

b – Mais tarde , Irineu tinha o costume de pregar em mercados e a céu aberto em pequenas vilas ;

c – Cipriano chegou a correr sérios riscos de ser preso por pregar em mercados abertos ;

d – Na verdade , as grandes pregações de Jesus foram feitas ao ar livre , pois não contava com o templo para fazê –los – Mt .5 .1-12 .

1 .1 – PLANEJAMENTO DO CULTO AO AR LIVRE - devemos evitar as improvisões e fazer um programa bem planejado para que

obtenhamos êxito .

a – Preparação da igreja para participar desse programa como conhecimento de causa . A igreja precisa estar conscientizada da importância deste trabalho como também incentivada a participar ;

b - Formação de equipes para cada setor – logicamente esta responsabilidade é do diretor de evangelismo ;

c – Escolha do local - esta escolha deve acontecer previamente até para que a Igreja saiba chegar no local ;

d - O programa - também deve ser elaborado antecipadamente . Nesta elaboração define –se o pregador , equipe de louvor , participações especiais e testemunhos ;

e – Literatura - sempre que possível , o tema do folheto deve ser considerado em relação ao tipo de ouvinte que vamos ter . Não se pode esquecer a carimbagem dos folhetos ;

f – Aconselhamento – esta equipe deve estar preparada espiritualmente e bem orientada para acolher os decididos ;

g – O dia certo – a escolha do dia deve ser feita com antecipação e coerência .

1 . 2 – ASPECTOS FÍSICOS DO AR LIVRE – estas providências poderão melhorar nosso culto ao ar livre :

a -Arranjo dos participantes - ou seja , posicionar o pregador , cantores e outras em posição de destaque visual ;

b – Serviço de som – não esquecer de testar antecipadamente como também montá – lo antes do horário de início do culto

c – Placa identificativa – opcional .

1 . 3 – PRINCIPAIS ELEMENTOS DO PROGRAMA - estes elementos são essenciais ao culto evangelístico , portanto merecem especial atenção :

a – Recursos áudio –visuais – pode –se lançar mão de pequenas dramatizações ,jograis , fantoches , etc .;

b – Músicas – estas devem ser bem escolhidas de acordo com o tema do programa geral ;

c – A mensagem - bom será que o pregador não seja prolixo , seja claro e objetivo em sua mensagem de tal forma que até quem passar grave uma frase do pregador - Hc . 2 . 2 ;

d – Texto bíblico - não é bom seja longo . A pessoa que abrir o culto deve ler o esmo texto que o pregador vai usar . O pregador deverá repeti –lo várias vezes em sua mensagem . O texto deve dizer por si mesmo , algo sobre o que se quer dizer e deve ficar gravado na mente dos ouvintes .

e – Distribuição de literatura – não deve ser feita durante a pregação e sim depois do término do apelo . Será bom haver uma equipe para distribuir literatura estando um pouco afastada da concentração ;

f – O apelo – deve ser feito sempre , ainda que venha depender do tipo de ambiente . Deve ser feito com clareza e objetividade ;

e- Encerramento – ao encerrar o dirigente agradece a atenção dos ouvintes , convida-os aos cultos na Igreja dando – lhes o endereço ;

h – Oração – é indispensável que haja um grupo em constante oração no desenrolar do culto .

Entendemos então que fazer um culto ao ar livre exige certos cuidados e maior empenho para se obter êxito .

2 - CONFERÊNCIAS EVANGELISTICAS

Este é um trabalho que tem haver com colheita . É a igreja que trabalhou durante algum tempo e agora faz um esforço de “conferir ’’ o que está feito . Porém , esta Colheita só se torna possível se este tipo de evangelismo em massa for bem aplicado . como aplicá –lo então ? Quais as etapas de pregação ?

2 . 1 – Pré – conferência

2 .1 . 1 . Planejamento – fixar data e planejar ;

2 .1 . 2 . Antecedência do planejamento – se possível 3 meses antes , não menos . Quanto á data já foi fixado no calendário da Igreja ;

2 .1 .3 . O conferencista - este deve ser convidado bem antes do início do panejamento. E todos os detalhes a seu respeito devem ser tratados bem antes ; passagem , hospedagem , etc .

2 .1 .4 . As comissões - eleger quantas forem necessárias .

2 .2 – Preparação Espiritual - esta é responsabilidade do pastor . Deve haver um intenso programa de oração e santificação da igreja .

2 .3 – Propaganda , convites e visitação – um esforço simultâneo na área de publicidade deve começar dentro de um programa previamente traçado :

a –Convite impresso – um para pessoas especiais , autoridades e outro popular para as massas ;

b – Rádio e televisão – dependendo da condição da igreja ela poderá transmitir breves anúncios e até mesmo organizar entrevistas ;

c – Jornais – também colocando anúncios ;

d – Cartazes e faixas – podem ser fixadas nas lojas do bairro ,e locais públicos ;

e – Auto –falante – uso de carros comerciais ou colocar um auto –falante sobre a capota do carro .

Esta fase de preparação e planejamento é muito importante .

CONFERÊNCIA - APÓS TUDO PREPARADO

1 - Reunião de averiguação - se o conferencista já chegou , seria muito bom uma reunião com ele e com todas as equipes , para uma tomada de posição sobre tudo que se fez . Nesta reunião se fará uma “ checada ’’ para se verificar como estão todos os setores .

2 – A ordem do culto – o pastor , juntamente com a comissão de programa , deve a ordem do culto pronta . Na ordem do culto alguns cuidados são necessários :

2 . 1 . Tempo para a pregação – não esquecer que a prioridade é a mensagem e por isso deve ter maior tempo . Porém , pode –se incluir corais e cantores ;

2 .2 . A música – a música deve se harmonizar com o teor da conferência : Evangelismo .

3 – As crianças - é bom que se tenha um programa em separado com as crianças .

4 – Recepção - o pessoal da recepção deve estar preparado para o trabalho . Os visitantes devem ser tratados com cortezia distinção.

5 – O apelo – durante o apelo , os conselheiros devem estar atentos . E se for alguém à frente , é bom que os conselheiros venham um por um, de acordo com o sexo , se possível , para que o decidido sinta- se bem .

6- O conferencista e atividades extras – ele deve ser poupado de visitas e ficar se preparando só para a mensagem .

EVANGELISTA E AS DESCULPAS DAS PESSOAS

No exercício do evangelismo pessoal teremos que inevitavelmente depararmos com pessoas apresentarão desculpas das mais variadas qualidades , algumas ingênuas , outras mais profundas e sérias .

É isto que justifica a necessidade do evangelista estar preparado para enfrentar cada desculpa ou mentira com segurança , conhecimento da palavra e poder do Espíritos Santo .

VEJAMOS ENTÃO ALGUMAS DESTAS DESCULPAS :

I- Os indiferentes

1 . Mt .22 . 37 –38 – O maior pecado é a queda do primeiro mandamento .

2 . Rm . 6 .23 ; Sl . 130 . 3 ; Jo . 8 . 34 – A necessidade de salvação é para eles também , isto é , para os indiferentes .

3 . Is . 53 . 5 , 6 ; I Pe . 2 . 24 – Cristo morreu pelos nossos pecados .

II – Os que pensam serem bons

1 . Rm . 3 . 20 ; Gl . 2 . 16 ; 3 . 11 – As obras não salvam , apenas a fé em Cristo salva .

2. Lc . 16 . 15 ; I Sm . 16 .2 – Deus olha para os motivos do coração e não para a aparência exterior .

3 . Gl . 2 . 21- As boas obras invalidam o sacrifício de Cristo pelos pecados dos homens .

4. Atos 10 . 1 – 6 ; 11 – 14 ; Fl . 3 . 4 – 8 – Cornélio e Paulo eram homens bons , honestos , justos aos seus olhos , mas precisavam da salvação em Cristo .

III – Os que tem dúvidas honestas

1 . Acerca da justiça de Deus - Rm . 9 . 20 ou 11 . 33 , com Is . 55 .

8 – 9 ; Jo . 3 . 16 ; Ez . 33 . 11 ; Pe . 3 . 9 ; Jo . 15 . 13 – 14 .

2 . Acerca da Bíblia – Mt . 24 . 35 ; Rm . 3 .3 ,4 ; Mc . 7 . 13 ; Jo .10 .

35 ; II Tm . 3 . 16 .

3 . Acerca dos crentes – Rm . 14 . 4 ; Jo . 12 ; 2 . 1 – 10 ; Tg . 4 . 11 ,12

Jo . 21 – 22 .

4 . Acerca de si próprios :

4 .1 . “ Sou pecador demais ” – Rm . 5 . 21 ; Mt . 4 . 12 ,13 ; Lc . 19 .

10 . ; Ez . 36 . 26 – 27 ,

4 . 2 . “ Não poderei viver a vida cristã ” – I Co . 5 . 7 ; I Pe . 1 .5 ;

II Tm . 1 .12 ; I Co . 10 . 13 ; Fp. 4 . 13 ;

4 . 3 . “ É tarde demais ” – Lc .23 . 39 – 43 ; II Pe . 3 . 9 ; II Co . 6 .2

Is . 1 . 18 ; Jo . 6 . 37 .

5 . Acerca da salvação :

5 . 1 . “ Deus é bom demais para não salvar todo mundo ’’ – Rm . 2

2 , 4 ,5 ; Jo . 8 . 21 – 24 ; 3 .16 ; Jo . 5 . 40 ; II Pe . 3 . 9 – 11 ; Ez . 33 . 11

Lc . 13 .3 ;

5 . 2 .” Procuro ser crente “ – Jo . 1 . 12 ; At . 16 . 31 ; Rm . 3 .23 – 25 ;

5 . 3 . “ Não tenho certeza de estar salvo ” – Jo . 3 . 36 ; Lc . 18 . 9 –14

5 . 4 . “ Serei salvo de qualquer maneira ” – I Co . 6 . 9 – 10 ; I Jo . 9 .

29 .

I V –OS QUE COLOCAM EM PRIMEIRO LUGAR OS INTERESSES PESSOAIS

1 . “ Perderei meu negócio ” - Mc . 8 . 36 ; Mt . 6 .32 , 33 ; 16 . 24 – 27;

Lc . 12. 15; 12 . 16 – 21 ; 16 . 24 – 26 ; II Co . 4 . 18 ;

2 .”Terei de deixar muitas coisas ” – Fp . 3 . 7 – 8 ; Sl . 16 .18 ; 84 . 11;

Rm . 8 .32 ; I Jo . 2 . 17 ; Lc . 12 . 16 –21 ;

3 .”Serei perseguido” – II Tm . 2 . 12 ; 3 . 12 ; Mt . 5 .10 – 11 ; Mc . 8 .

35 ; At . 14 .22 ; I Pe . 2 .20 –21; Hb . 12 . 1 –3 ; Lc . 12 . 4 –5 ;

4 . “ Deixarei para mais tarde ” – Pv . 27 .1 ; Hb .3 . 7 ,8 ,13 ; Is . 55 .6;

Hb . 4 . 7 ; 12 . 17 ; Pv . 29 . 1 ; Lc . 12 . 19 , 20

V – OS QUE NÃO SENTEM ALGO A RESPEITO DA SALVAÇÃO

1 . A ordem de Deus é fato , fé e depois sentimento . Fato – Jo . 14

6 ; Ef . 1 . 7 ; Fé - At . 16 . 31 ; Rm . 10 . 11 ; Sentimento – Gl . 5 . 22,

23 ; I Pe . 1. 8 ;

2 . Há necessidade de se sentir o desejo de ser salvo ; Is . 55 . 1 ;

Ap . 22 . 17 ;

3 . “ Não posso crer ” - Is . 55 . 7 ; Jo . 5 . 44

VI – OS DESVIADOS

1 – Os que desejam voltar - Jr . 2 .5 , 13 ; Pv . 14 . 14 ; II Pe . 1 . 9 ;

Lc . 15 . 13 – 17 .

2 – Os que não desejam voltar – Jr . 3 .12 , 13 ,22 ; Os. 14 . 14 ; Is .

4 .22 – 25 ; I Jo . 2 . 1 – 2 ; Mc . 16 . 17 ; II Cr . 15 . 4 , 12 – 15 ; 33.

1 – 9 , 12 , 13 ; Lc . 15 . 11 – 24 .

VII – OS ATEUS E OS DESCRENTES

1 – Em relação à existência de Deus – Rm . 1 . 19 – 20 ; Sl . 8 . 1 – 3 ;

19 . 1 – 5 ; 53 . 1 – 5 ;

2 – Em relação ao castigo eterno – Lc . 16 . 23 – 26 ; 12 . 5 ; Mt . 25 :

41 , 46 ; Mc . 9 .43 – 50 ;

3 – Em relação à inspiração da Bíblia – II Pe . 1 . 19 –21 ; II Sm . 23 .2

Hb . 4 .12 ; At . 8 .14 ; Sl. . 119 :

3 . 1 – Sua sabedoria insondável ;

3 .2 – Sua vitória sob os ataques ;

3 . 3 – Sua influência na vida das pessoas ;

3 .4 - Suas profecias já cumpridas .

4 . Em relação à divindade de Jesus Cristo – explique que nomes , poderes e obras divinas são atribuídas a Jesus – At . 3 .14 ; Jo. 20 . 28

Hb . 1 . 10 ; Mt . 28 . 18 ; Ef . 1 . 22 – 23 ; Cl . 1 . 16 ; Hb . 1 . 3 ; Jo . 5

.22 – 23 ; Jo . 6 . 39 ; 10 . 27 – 29 ; Mt . 14 . 33 ; I Jo. 2 . 23 .

Cada texto deve ser conhecido do evangelista , melhor ainda que ele o tenha decorado , como também a referência e , sempre que necessário o uso Seja feito com clareza , a explicação na dependência do Espírito Santo .

BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA SAGRADA - Tradução das línguas originais por João Fer

reira de Almeida – Edição Contemporânea .

LEITE , Tácito da Gama Filho- Evangelismo missão de todos nós

2a . Edição - Rio de Janeiro / CPAD , 1981 .

FERREIRA , Danny - Evangelismo Total : Um Manual Didático e

Prático para Seminarista , Evangelistas , líderes e Pastores , 2a .

Edição - Rio de Janeiro / JUERP , 1991 .

.SUMER , Roberto L -Evangelização : A Igreja em chamas Imprensa

Batista Regular , 3a . Impressão , São Paulo - 1988 .

BÍCEGO , Valdir N . -Manual de Evangelismo -Rio de Janeiro /CPAD

4a . Edição , 1991 .

D`ARAUJO , Caio Fábio FILHO – Espírito Santo ,O Deus que vive

em nós .

Curso Introdutório de Evangelismo e Discipulado da Cruzada Estudantil

e Profissional para Cristo .

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ESTUDO TEOLOGICO: A PESSOA DE CRISTO NA HUMILHAÇÃO

A Pessoa de Cristo:

A Humilhação de Cristo

As Escrituras ensinam que o Cristo preexistente se tornou homem. "O Verbo se fez carne" (João 1:14); quando chegou a plenitude dos tempos, Deus "enviou seu Filho, nascido de mulher" (Gl. 4:4; cf. Rm. 8:3); que, "subsistindo em forma de Deus .. . antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornandose em semelhança de homens" (Fp. 2:6, 7); "visto, pois que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou" (Hb. 2:14). O relato histórico deste fato pode ser encontrado nas narrativas do nascimento em Mateus (caps. 1, 2) e Lucas (caps. 1, 2). Elas traçam a origem da criança Jesus até a obra do Espírito Santo. Orr diz:

As narrativas da natividade em Mateus e Lucas são indubitavelmente partes genuínas dos respectivos Evangelhos ... Os capítulos em questão são encontrados em todos os manuscritos e versões dos Evangelhos cuja existência é conhecida. The Fundamentais (Os Fundamentos) (Chicago: Testimony Pubíishing Co. n.d.), 1,14 e seg.

Ele nos lembra que há centenas deles, alguns muito antigos, pertencentes a diferentes partes do mundo, e muitas versões em línguas diferentes Latim, Sírio, Egípcio, etc, e diz que em nenhum deles esses capítulos estão faltando. Ibid. A história apoia o ensinamento da Escritura. Há mais ou menos mil e novecentos anos atrás, o Homem Cristo Jesus apareceu na Palestina. Apesar de alguns poucos homens terem tentado provar que Jesus nada mais é do que um mito, a existência do Novo Testamento, da Igreja Cristã, e do dia do Senhor são testemunhas presentes contra esse ensinamento. SJ. Case, The Historicity of Jesus (A Historicidade de Jesus) (Chicago: University of Chicago Press, 2? ed., 1928). Cristo veio: é nossa obrigação buscar as razões da encarnação e a natureza dela.

1. As Razões Para a Encamação

Introdução a Filosofia Cristã

Filosofia Cristã

INTRODUÇÃO

O estudo da disciplina Filosofia Cristã é muito importante dentro do leque das disciplinas do curso de Bacharel em Teologia.

Esperamos que os alunos sejam enriquecidos no conhecimento, ao estudar o conteúdo desta apostila e que no temor e na graça de Deus possam firmar em suas vidas uma filosofia cristã genuína, com base na Palavra de Deus.

FILOSOFIA CRISTÃ

(Nenhuma parte deste trabalho pode ser reproduzido sem a permissão do seu autor. Rev. Antonio Patativa)

A IDADE MÉDIA

Depois da divisão do império romano entre Oriente e Ocidente, este se divide em reinos formados pelos povos "bárbaros", que assimilam alguns valores romanos, de modo especial o cristianismo. Começa, então, a Idade Média, caracterizando cerca de um milênio (século V-XV) situado entre o esplendor do mundo greco-romano e o "seu" renascimento posterior. Esta denominação dada pelos renascentistas pretendia ignorar realizações culturais indiscutíveis que houve nessa época e se tornaram como que condição de possibilidade para o próprio Renascimento. A Igreja, muitas vezes acusada de obscurantismo é também a grande responsável pela conservação do pensamento clássico greco-romano até hoje. Os mosteiros, nessa época, representam a sobrevivência da cultura. Os monges beneditinos, nome derivado do fundador, São Bento (480-547), animados pelo lema "ora et labora", dedicaram-se não só à oração, mas à cópia, à compilação, à tradução para o latim e ao comentário de coleções antigas.

O MUNDO ANTIGO DO NOVO TESTAMENTO

A Bíblia nos proporciona informação confiável sobre povos, lugares e acontecimentos que outros livros antigos não mencionam. Ela fala até de reinos que desapareceram da face da terra. Em realidade, ela penetra uma época que muitos eruditos chamam de "pré-história". Um simples exemplo sugerirá a grande extensão de tempo que a Bíblia cobre.

Digamos que um dia representa uma geração (cerca de 25 anos). Nessa base, a Segunda Guerra Mundial terminou anteontem, a Guerra Civil norte-americana foi travada faz apenas quatro dias, e os Estados Unidos declararam sua independência na semana passada! Nessa mesma base, Jesus nasceu em Belém há questão de três meses, e Moisés conduziu os israelitas para fora do Egito apenas dois meses antes disso. Os mais antigos livros do Oriente Próximo foram escritos há, mais ou menos, sete meses.

Tomando por base este calendário que só existe na imaginação, a história humana teria começado há uns dez meses, mais ou menos. E a Bíblia cobre todo esse período! Ela começa com Deus criando o mundo; conduz-nos através de muitos séculos de história antiga e clássica, e aponta-nos o fim dos tempos.

Este jogo de imaginação leva-nos a perceber nossa tendência de preocupar-nos excessivamente com os fatos correntes. A tecnologia moderna cegou-nos para as profundezas do passado. Mas as culturas antigas tiveram um senso altamente desenvolvido com respeito ao passado; elas respeitaram as muitas gerações que as precederam. Os sumérios, os egípcios e os babilônios freqüentemente ponderavam sobre o significado da história, e procuravam saber para onde ela se dirigia. Gostavam de preservar os processos antigos. Estudavam as ínguas que já não eram faladas e praticavam ritos que já haviam perdido o significado. Tinham em alta estima cada estatueta e tijolo que seus antepassados fabricaram. Estimularam seus escribas a preservar palavras antigas que abrangiam quase todos os aspectos da vida.

Os escritores do Antigo Testamento viam a história como a fase na qual Deus estava revelando grandes propósitos em um drama mundial que agora se aproxima do clímax ("os últimos dias"). Assim, quiseram guardar um relato preciso do passado. Mas este senso de história perdeu-se com a queda de Roma e com a vinda da Idade Média. A sociedade Ocidental perdeu contato com sua herança. Com efeito, a arte e a literatura medievais tiveram de ilustrar as Escrituras com pessoas que usavam vestimentas medievais e moravam em castelos, porque ninguém sabia como realmente se vivia nos tempos bíblicos. Os artefatos do Egito, da Mesopotâmia e da costa da Palestina só foram descobertos e interpretados no decorrer dos últimos 150 anos. E mesmo agora, o mundo antigo é para nós um quebra-cabeças.

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Vestuário antigo. Pinturas medievais mostravam os povos dos tempos bíblicos usando armaduras de aço, tecidos de lã, batas e outros trajes comuns da Idade Média. Mas relíquias oriundas do Oriente Próximo, como estas, provam que as pessoas se vestiam de modo muito diferente. Estas estátuas de alabastro de Tell Asmar mostram o tipo de roupa que os sumérios usavam cerca de 2600 a.C. Tanto homens como mulheres usavam uma peça de vestuário semelhante a uma saia.

Durante a maior parte do tempo que passamos acordados, consideramos tão só o que nos está acontecendo no presente. Estamos inteiramente absorvidos no "agora". É-nos excessivamente difícil colocar-nos no lugar dos que viveram no passado distante, totalmente fora de contato com nosso próprio estilo de vida.

Temos a tendência de interpretar mal as passagens bíblicas por supormos que os acontecimentos e as idéias que aparecem na Bíblia narram-nos tudo quanto há para se conhecer acerca dos tempos bíblicos. Não é bem assim. Para obtermos uma perspectiva adequada dos acontecimentos bíblicos, precisamos instruir-nos mais acerca dos anos em que a Bíblia foi escrita.

PERÍODOS DA HISTÓRIA

Não podemos trazer de volta o passado, mas temos pistas suficientes que nos proporcionam uma ampla visão da vida naqueles tempos. Quando combinamos esses discernimentos com a narrativa bíblica, começamos a obter um quadro verdadeiramente crível daqueles eventos.

Muitos eruditos modernos dizem que a sociedade antiga era primitiva. Mas os seres humanos antigos não eram menos criativos ou inteligentes do que nós. Suas invenções (a escrita e a aritmética, por exemplo) lançaram os alicerces de todas as civilizações, passadas e presentes. Na verdade, a maior parte dos característicos da civilização — comércio, dinheiro, lei, guerra e que tais — estavam em evidência nos tempos antigos. Desconhecemos o nome dos inventores e dos gênios políticos que nos deram tais coisas. Conhecemos, porém, o esquema geral da história antiga, e ele nos ajuda a entender o que aconteceu nessa época.

A. A Revolução Neolítica. Antes do período neolítico ou "Nova Era da Pedra", que parece ter durado até ao quarto milênio antes de Cristo, a maioria dos povos da Europa e do Oriente Médio viviam em pequenos bandos migratórios. Eram, provavelmente, grupos de famílias que caçavam veado selvagem ou seguiam manadas semi-selvagens que lhes serviam de alimento. Não estabeleciam pontos permanentes de colonização, mas com freqüência retornavam aos mesmos locais e usavam os antigos acampamentos de caça por muitos anos, até mesmo por gerações. Alguns deles continuaram com esta prática muito tempo depois de estabelecerem comunidades permanentes. Os patriarcas, por certo, o fizeram (Gênesis 5—9). Os povos neolíticos domesticaram animais selvagens e desenvolveram a agricultura, com seus métodos de irrigação e armazenamento. Com efeito, a Bíblia diz: "Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha" (Gênesis 9:20). Têm-se encontrado as mais antigas aldeias neolíticas nas montanhas do Norte do Iraque — a área geral onde se diz ter pousado a Arca. Relíquias neolíticas também têm sido encontradas em Jericó e noutras localidades bíblicas em Israel.

Assim, durante a Era Neolítica, os caçadores que viviam perambulando acomodaram-se para começar o cultivo da terra. Isto significava que diversas gerações viveriam juntas em um lugar. Seus prédios, muros, poços e outras estruturas passavam de uma geração a outra.

B. Os Estados Religiosos Arcaicos. Os estados religiosos arcaicos tiveram início como comunidades agrícolas que possuíam seus próprios rituais religiosos. Aos poucos, o culto local e seus oficiais iam assumindo o controle da aldeia. A comunidade inteira se consagrava ao deus do ritual, e logo esse culto ou ritual praticamente se asse-nhoreava da comunidade. Adoravam-se deuses e deusas agrícolas. Seus rituais seguiam o ciclo agrícola anual.

A medida que cresciam as pequeninas cidades-estados, cresciam também a riqueza e o poder de seus cultos. Cada templo ampliava seu controle, até que todos os cidadãos locais trabalhavam para o templo. Encontramos prova deste tipo de cidade-templo na Suméria (Sinear, na Bíblia), no Egito e no Elão.

Jericó. Uma das mais antigas provas de vida no mundo antigo vem da cidade de Jericó. Aqui os arqueólogos desenterraram uma casa do primitivo Período Neolítico, anterior a 4.000 a.C.

Os reis do antigo Oriente Próximo geralmente oficiavam como sacerdotes de seus cultos locais. À medida que o poder político do templo crescia, crescia também o poder do rei. Cidades da vizinhança que tinham cultos religiosos semelhantes começavam a reunir-se. Uniam suas crenças sob um governo comum. Esses agrupamentos de cidades construíram as grandes torres-templos da Mesopotâmia, as mais antigas pirâmides do Egito, e os maciços edifícios religiosos em outros lugares. Os capítulos 10 a 11 do Gênesis refletem esta tendência.

Os primitivos estados religiosos realizaram grandes coisas. Por exemplo, inventaram a escrita quando começaram a manter registros econômicos, e seus primeiros registros foram feitos, provavelmente, em cera ou barro. Não demorou muito, arquitetaram a aritmética para ajudá-los no cômputo de suas transações comerciais. Então começaram a registrar princípios de ética, lendas, histórias, leis, canções, poemas e fatos históricos. Assim, na época de Abraão, muitas das civilizações situadas em torno do Mediterrâneo haviam posto seus idiomas em forma escrita.

Quando um estado religioso arcaico declinava e outro o conquistava, a língua local e os hábitos de adoração misturavam-se. Por isso não podemos, hoje, dizer onde se originaram muitas das línguas e crenças antigas. Os povos do Oriente Próximo começaram a adorar muitos deuses do mesmo tipo (uma prática que denominamos politeísmo). Narravam lendas sobre famílias de deuses mais velhos e deuses mais jovens. Acrescentaram deuses e mais deuses às suas religiões até que formaram uma aglomeração desnorteante de divindades. Ao trocarem as cidades da Palestina antiga suprimentos com outras regiões do Oriente Próximo, também trocavam costumes religiosos. Deixaram provas dessas religiões pagãs mistas nas antigas cidades de Jericó, Hazor, Bete-Semes e outras. O Antigo Testamento descreve este confuso estado de coisas (Josué 24:2, 15).

C. O Estabelecimento de Impérios (cerca de 2700 a.C). Quando os estados religiosos arcaicos se tornaram ricos e seguros, e proveram mais alimento e proteção para seus povos, o resultado foi a explosão populacional. Os mais bem organizados espalharam-se para além de suas fronteiras tradicionais e abrangeram mais algumas cidades-estados das redondezas. Tornaram-se os primeiros impérios do mundo. O primeiro desses foi, provavelmente, o Egito, seguido depois por Elão, Hati (mais tarde Hatusás), e as cidades semíticas da Mesopotâmia (cf. Gênesis 14:1; Deuteronômio 7:1). Os mesopotâmios instalaram o primeiro ditador do mundo, Sargão de Agade (talvez o "Ninrode" de Gênesis 10). Os arqueólogos encontraram prova de outros reinos poderosos no médio Eufrates e ao longo da costa da Síria e de Israel. Um desses — Ebla, ao norte da Síria — ainda está sob investigação, e é possível que os eruditos necessitem de uma geração para traduzir os registros que estão desenterrando.

Durante esse tempo, fortes nações de navegadores apareceram nas ilhas do Leste do Mediterrâneo e do mar Egeu. Dois grupos que deveríamos lembrar são os minoanos e os acadianos, porque eles comerciaram com os povos da Palestina e com eles cambiaram idéias religiosas.

Foi essa a época de Abraão e seus descendentes, que eram nômades semitas, pois nesse tempo os povos semitas do Oriente Próximo assumiram o comando das culturas não-semíticas mais antigas — tais como os impérios dos sumerianos, dos humanos e dos hititas. O povo de Abraão era rico e sofisticado. Erigiram grandes templos, comerciaram com nações pagãs, e criaram extensas leis e corpos de literatura. A arte e a arquitetura dos sumérios, dos minoanos, dos acadianos e dos egípcios floresceram como nunca dantes. Alguns dos grandes tesouros artísticos de todos os tempos chegaram até nós procedentes dessa época.

D. A Era de Amarna (1500 a.C). Com o declínio dos grandes impérios, as nações do Oriente Médio alcançaram um novo equilíbrio de poder. Os estados menores do Leste do Mediterrâneo e do vale do Tigre-Eufrates escaparam das garras dos impérios estrangeiros. Por algum tempo eles puderam desenvolver-se e comerciar entre si mesmos e com seus vizinhos mais poderosos.

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Deusa da Fertilidade. Esta estatueta de uma deusa pagã veio da cidade de Mari, no rio Eufrates, perto de Harã (onde Abraão fez uma parada a caminho de Canaã). Esta figura foi feita por volta de 2500 a.C, cerca de 400 anos antes de Abraão. Pensam os eruditos que a deusa era de uma categoria inferior.

A era recebe seu nome da capital do misterioso faraó Akhenaton. Seus oficiais escreveram muitas cartas aos políticos de importância secundária da Síria-Palestina e aos neo-hititas ao norte, cartas que ainda temos. Os palestinos e os hititas, que supostamente faziam parte do império egípcio, na realidade louvavam o Egito da boca para fora e cuidavam de seus próprios interesses.

O Êxodo e a conquista de Canaã ocorreram nessa época, que foi também a época de Moisés e Josué e da compilação do Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia. A riqueza e o esplendor da Era de Amama têm fascinado os estudiosos de todo o mundo. Podemos ter uma idéia dessa grandeza considerando os tesouros do túmulo do rei Tutancamen. Tutancamen era apenas um rei menino, títere de seus conselheiros. Assim, a grande pilha de objetos preciosos sepultados com ele foi, sem dúvida, tão só uma amostra das riquezas dos grandes faraós dessa época.

De todos os estados do Oriente Próximo pertencentes ao período, devemos prestar especial atenção a Ugarite, na costa do Líbano. Ugarite era o centro da língua e religião cananéias, e as tábulas de argila que os arqueólogos têm encontrado ali jorram muita luz sobre o mundo dos cananeus antes da chegada dos israelitas.

Durante o período de Amarna, os povos do Oriente Próximo comerciavam com a maior parte do mundo conhecido — desde o norte da Europa até às fronteiras da China. A principal potência era Babilônia, que se tornou tão forte ao ponto de controlar o Oriente Próximo no período seguinte da história. A Era de Amarna terminou no período em que Israel estava sob o governo dos juizes. Segundo o Livro dos Juizes, o Oriente Próximo sofreu muita luta política no fim desse período, à medida que os novos impérios faziam suas manobras para controlar a área.

E. Os Estados Multinacionais (desde 1200 a.C). Em sua maioria, os reinos da Era de Amarna eram pequenos, por isso marcamos o fim dessa era no tempo em que surgiram reinos mais amplos. Cada reino de Amarna havia-se limitado ao povo de uma raça, língua ou religião, mas os novos reinos controlavam muitos grupos diferentes. Entre esses novos reinos estavam a Assíria, a Pérsia e as primitivas cidades gregas situadas na região costeira da Turquia.

Essa nova era, para Israel, começou com o reinado de Saul e seguiu-se com o de Davi e o dos seus descendentes. Os livros históricos e proféticos do Antigo Testamento foram escritos nessa época. Os historiadores, amiúde, denominam essa época de Primeira Comunidade de Israel. O rei Davi foi contemporâneo de Homero, o lendário poeta cego de origem grega, que escreveu a Ilíada e a Odisséia, provavelmente no décimo século antes de Cristo.

O rei Salomão, filho de Davi, comerciou com os egípcios, ao sul, e com os hititas, ao norte. Ele elevou Israel ao auge de seu esplendor e poder. No governo de seu filho Roboão, as duas tribos sulinas separaram-se das dez tribos do Norte de Israel. As tribos do Sul congregaram-se em torno de Roboão e foram chamadas nação de Judá, enquanto as do Norte seguiram a Jeroboão, rival de Roboão, e foram denominadas nação de Israel. A Assíria conquistou Israel no ano 722 a.C, e mais tarde, em 586 a.C, o rei Nabucodonosor II da Babilônia destruiu Jerusalém e levou para o cativeiro mais um grupo de judeus.

No século seguinte, a Pérsia veio a ser a principal potência do interior da Ásia. O Império Persa cresceu ao ponto de dominar o Egito, a Babilônia e toda a Síria-Palestina.

F. A Era da Supremacia Grega (450-325 a.C). Por esse tempo, o povo da península grega havia edificado um sistema muito bem-sucedido de cidades-estados e colônias comerciais. Despachavam mercadorias das praias do mar Negro para as costas da Europa e da África e construíam cidades e portos em todas as praias do Mediterrâneo. Contudo, nunca conseguiram unir-se em torno de uma cidade ou de um líder. Quando o período dos estados multinacionais se aproximava do fim, os persas tentaram invadir a Grécia, mas foram repelidos por Atenas e seus aliados. Atenas tornou-se uma grande potência no meio século que se seguiu.

Durante essa nova época, os judeus voltaram à Palestina e reconstruíram sua nação a partir das ruínas. Israel ainda fazia parte do Império Persa, mas os novos reis persas concederam autonomia aos judeus. A este segundo período de autogoverno de Israel os historiadores denominam Segunda Comunidade. Enquanto os persas perdiam força em suas guerras com a Grécia, Israel expandiu-se e retomou alguns de seus antigos territórios.

Então se levantou uma nova potência para unir os estados gregos. O novo conquistador era a Macedônia, sob a liderança do rei Filipe (seu túmulo foi recentemente descoberto na região Norte da Grécia). Filipe deixou o império para seu filho Alexandre. O jovem havia sido instruído na academia de Atenas pelo famoso filósofo Aristóteles. Ele amava a civilização e a cultura gregas, e se pôs a caminho para trazer o mundo todo sob a influência dos costumes gregos. Em linguagem técnica, Alexandre desejava "helenizar" o mundo. Para tanto, Alexandre sabia que devia quebrar o poder da Pérsia, de sorte que esta nunca mais ameaçasse a Grécia. Ele reuniu o melhor exército do mundo e marchou através da Ásia central até à índia. No decurso dos acontecimentos, ele destruiu os últimos estados arcaicos, paralelamente com suas línguas e seus ritos religiosos.

Alexandre e seus homens empregavam uma forma popular da língua grega, e transmitiram este dialeto aos povos que conquistavam. E o que chamamos coiné, ou grego comum. Nesta língua foi escrito o Novo Testamento, e Paulo e os demais missionários primitivos empregavam-na ao pregar o evangelho.

Alexandre Magno foi a figura preeminente do Período Intertestamentário (período situado entre a escritura do Antigo e do Novo Testamentos). Após a morte repentina de Alexandre em 323 a.C, seus generais dividiram entre si as terras conquistadas e estabeleceram reinos helenísticos, dando início a um período conhecido como Idade Helenística. Os reis desse período trataram os judeus com rudeza. Os judeus que se haviam espalhado pelo mundo (um grupo chamado Diáspora) tornaram-se uma mistura de raças è culturas sob os reinos helenísticos. Negligenciaram suas práticas religiosas tradicionais e adquiriram um estilo de vida secular, o qual devia marcar a última antiga potência, Roma.

G. A Era Romana (100 a.C. 450 d.C). Jesus Cristo nasceu quando o poder político de Roma estava no auge. Começando como uma pequena mas poderosa cidade-estado nas colinas do Centro da Itália, Roma construiu-se nos êxitos do helenismo. Os romanos reuniram grandes frotas de navios para estender seu poder sobre todo o continente europeu — desde a Espanha e Grã-Bretanha até à Arábia e Norte da África. As estradas, os edifícios, os muros e os canais romanos ainda pontilham a paisagem de cada país europeu desde o Atlântico até ao mar Vermelho. Os cristãos usaram este surpreendente sistema de estradas e rotas marítimas para levar o evangelho a todos os cantos e recantos do mundo então conhecido.

Com o tempo, o poder político do Império Romano começou a decair, e as tribos do Norte da Europa o conquistaram. Por esse tempo, contudo, a igreja cristã havia crescido com tanta rapidez que sobreviveu à queda do Império Romano. O Édito de Constantino (A.D. 313) havia dado à igreja um lugar especial na vida de Roma um século antes de o império desmoronar-se. A igreja romana, ao tornar-se a maior força unificadora da Idade Média, governou efetivamente os reinos da Europa durante mil anos.

INFORMAÇÃO SOBRE A VIDA COTIDIANA

Conhecemos o nome de muitos reis e conquistadores dos tempos antigos, mas o que fazia e pensava o público em geral? Em realidade não sabemos muita coisa acerca da vida cotidiana desses povos. Não obstante, a Bíblia nos ministra mais desse tipo de informação do que a maioria das outras fontes. Colhemos uma boa dose de detalhes de

1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, e dos livros proféticos do Antigo Testamento.

A melhor informação em seguida nos vem de fontes seculares largamente espaçadas no tempo e localização. Essas fontes narram-nos muitos fatos importantes para nosso estudo da Bíblia.

A. Textos Sumério-Babilônios. Os sumários estabeleceram-se no vale do Tigre-Eufrates após a era neolítica e fundaram aí vários estados, cada qual com sua religião. O capítulo 10 do Gênesis menciona alguns deles, tais como Kish [Quis] (erradamente apresentado como Cush [Cuxe] por muitos tradutores), Babel, Ereque e Acade. No capítulo 10 do Gênesis e noutras passagens, a Bíblia usa a palavra se-mítica Sinear para referir-se à Suméria. Essa cidade é a mais importante para nosso estudo deste período.

O povo da Suméria inventou um sistema de escrita fora do comum. Usavam um estilete de caniço para imprimir pequeninos caracteres cuneiformes sobre tábulas de barro, e depois coziam as tábulas num forno até ficarem duras como tijolos. Enterradas em terreno seco, essas tábulas duraram milhares de anos até aos nossos dias. Os sumários foram muito cuidadosos em guardar registros de decisões legais, contratos e transações comerciais. Desse modo, suas tábulas de argila dão-nos um quadro completo e exato de sua vida diária.

clip_image003Os babilônios e os assírios estudaram o movimento das estrelas e usaram o que aprenderam para elaborar um calendário muito preciso, mediante o qual podemos agora calcular o tempo de muitos aconte cimentos da história sumério-babilônia quase com a precisão de dia e hora!

O Rolo de Iaaías. Este é um dos mais bem preservados rolos de pergaminho das cavernas de Qumran, próximas ao mar Morto. Ele contém o livro inteiro de Isaías, copiado entre 100 a.C. e 100 d.C. O rolo tem mais de 7 metros de comprimento. Antes de este e de outros pergaminhos serem descobertos em 1947, os mais antigos manuscritos disponíveis do Antigo Testamento datavam de mais ou menos 900 d.C.

clip_image005Sargão. Esta máscara de bronze oriunda das ruínas de Nínive, pensa-se, representa o rei Sargão de Agade (Acade). Foi moldada por volta de 2500 a.C. Sargão fez de Agade e Nipur poderosas cidades-estados, que mais tarde se tornaram os núcleos do Império Babilônio.

As tábulas de argila até agora encontradas na Suméria foram escritas principalmente no período médio dos primitivos estados religiosos (cerca de 2000 a.C. a 1650 a.C), mas algumas datam de períodos posteriores, até por volta de 500 a.C. As tábulas dão-nos uma boa quantidade de informações acerca de como a língua hebraica mudou através dos séculos, e como se assemelhava a outras línguas semíticas. Algumas tábulas também nos mostram como os israelitas cruzaram o caminho dos babilônios em diferentes tempos na história.

B. Deir el-Bahari. Também obtemos um vislumbre da vida cotidiana dos tempos antigos nas ruínas de uma aldeia conhecida como Deir el-Bahari. Aqui viviam os operários que construíram os grandes túmulos do Vale dos Reis do Egito, onde os faraós da décima oitava dinastia possuíam túmulos primorosos esculpidos de um canyon de pedra (1580-1340 a.C). Os operários de Deir el-Bahari rabiscaram notas acerca de seus feitos diários sobre pedaços de cerâmica. Esses cocos de cerâmica eram um tipo barato e abundante de artigos de papelaria. E uma vez que eram realmente pedaços de argila cozida, sobreviveram quase tão bem quanto as tábulas de argila da Suméria.

O que nos dizem, pois, esses cacos de cerâmica? Em primeiro lugar, os artífices tinham muita auto-estima e independência. Trabalhavam um dia de oito horas e uma semana de dez dias segundo o calendário egípcio. Seus senhores lhes pagavam salários e lhes davam rações de alimento. Os cacos de cerâmica mostram que esses operários se preocupavam com o metal, a pedra e as ferramentas de que necessitavam para terminar o projeto, e se queixavam dos que não compareciam ao trabalho. Eram, pois, muito semelhantes aos construtores de nossos dias! Sabemos que trabalhadores como esses também cavavam minas de cobre no Sul do Sinai e construíam estradas na Palestina.

C. Cidades Helenísticas no Egito. No final do século dezenove, os arqueólogos começaram a cavar ao redor das ruínas de antigas cidades localizadas ao lado dos grandes lagos do Baixo Egito. Muitas pessoas viviam ali nos tempos helenísticos, por isso os arqueólogos esperavam encontrar algumas relíquias interessantes. Descobriram pilhas e mais pilhas de papiros (um tipo antigo de papel fabricado de junco). Nesses papiros encontraram registros dos muitos pormenores da vida cotidiana das cidades antigas. Os papiros abriram uma nova porta para a compreensão dos costumes dos tempos do Novo Testamento. Na realidade, fizeram reviver o mundo do governo romano imperial. Além disso, os papiros nos deram os mais primitivos manuscritos conhecidos de muitos autores gregos clássicos — dentre eles, Platão, Aristóteles, Homero, Píndaro e Menandro. Os mais importantes de todos os papiros foram alguns dos mais antigos fragmentos do Novo Testamento. Assim, dos montes de ruínas do Egito vieram alguns dos melhores registros da vida cotidiana do mundo antigo.

D. As Cavernas de Qumran. Em 1947 um pastor descobriu enormes potes de barro nas cavernas de Qumran, na praia noroeste do mar Morto. Dentro dos potes encontrou pergaminhos com escritura he braica muito antiga. Conforme se revelou, foram escritos entre os anos 100 a.C. e 100 d.C. Esses rolos foram alguns dos mais impor tantes materiais já encontrados na Palestina. Mesmo depois de 2000 anos, eles ainda estavam em bom estado de conservação. Continham o texto de muitos livros do Antigo Testamento, e assim confirmaram que os exemplares posteriores da Bíblia que os tradutores vinham usando eram exatos. Esta foi uma prova de grande peso a favor do ponto de vista conservador das Escrituras, o qual afirma que a Palavra de Deus tem passado de geração a geração com fidelidade. Nem todos os textos de Qumran foram publicados, e muitas das controvérsias a respeito deles ainda não foram solucionadas.

Os arqueólogos têm pesquisado de ponta a ponta a margem ocidental do rio Jordão e os altos penhascos ao longo do mar Morto, mas têm realizado pouco trabalho ao longo da margem oriental, a qual era tão povoada nos tempos antigos quanto a ocidental. E de esperar também que a praia norte do mar Morto produza mais surpresas para o estudo bíblico à medida que a pesquisa continua. Já os achados de Qumran têm-nos ajudado a entender os tempos do Novo Testamento e o controle romano da Palestina.

E.Pompéia e Herculano. Uma violenta erupção do vulcão Vesúvio destruiu duas pequenas cidades romanas ao longo da baía de Nápoles em agosto do ano 79 da era cristã. Os caçadores de tesouros e os cientistas têm escavado as ruínas dessas cidades — Pompéia e Her culano — por mais de 200 anos. Se o leitor visitá-las hoje, verá muitos alqueires exatamente como o eram há 1900 anos.

Eram cidades típicas, e gente rica e gente pobre vivia lado a lado. Os arqueólogos encontraram uma coleção deslumbrante de arte e escultura em ambas as cidades. Também desenterraram algumas obras hidráulicas de grande escala, edifícios bem planejados, e engenhosas ferramentas domésticas. Infelizmente, apenas uns poucos fragmentos de papiros chamuscados sobreviveram à erupção, e esses são cópias de ensaios filosóficos gregos. Desça, porém, as ruas de uma dessas ruínas escavadas sobre a bela baía de Nápoles, e você verá o tipo de mundo que Pedro e Paulo conheceram quando levavam a mensagem de Jesus por todo o Império Romano.

F.Ebla. Esta é uma cidade do Norte da Síria que os arqueólogos começaram a explorar em 1964. Aqui uma equipe italiana desenterrou milhares de tábulas de argila escritas durante o tempo dos estados religiosos primitivos, cerca de 1850 a.C. Até aqui, os italianos têm publicado apenas uns poucos detalhes extraídos desses textos. To davia, mesmo esta informação incompleta mostra que o povo de Ebla tinha um estilo de vida muito sofisticado. Conheciam as culturas e línguas sumerianas e acadianas, e comerciavam com outras cidades-estados abastadas por todo o Oriente Próximo.

Durante muitos anos, os eruditos têm-se perguntado como a literatura da Mesopotâmia chegou aos semitas ocidentais da Síria-Pales-tina. Agora parece que reinos como Ebla levaram as culturas orientais semitas e sumerianas ao restante do Oriente Próximo.

As tábulas de Ebla mencionam nomes e localidades que já conhecemos por via da história dos patriarcas e do Antigo Testamento, mas os arqueólogos estarão decifrando, traduzindo e publicando essas tábulas por muitos anos. Quando todo o material estiver disponível, ajudar-nos-á a entender o mundo antigo descrito nos primeiros capítulos do Gênesis.

domingo, 24 de novembro de 2013

Curso de homiletica


HOMILÉTICA: PRINCÍPIOS BÁSICOS
PARA A ELABORAÇÃO E COMUNICAÇÃO DE SERMÕES


Igreja do Betel Brasileiro Geisel – João Pessoa/PB

Professor: Pr.  Josias Moura de Menezes


Site: josiasmoura.wordpress.com



SUMÁRIO
Conteúdo




1.     Uma recomendação

"Conjuro-te, pois, diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua  vinda  e  no  seu  reino;  prega  a  palavra,  insta  a  tempo  e  fora  de  tempo,  admoesta, repreende,  exorta,  com  toda  a  longanimidade  e  ensino.  Porque  virá  tempo  em  que  não suportarão a sã doutrina; mas tendo coceira nos ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando às fábulas. Tu, porém, sê  sóbrio  em  tudo,  sofre  as  aflições,  faze  a  obra  de  um  evangelista,  cumpre  bem  o  teu ministério" (2 Timóteo 4.1-5).

2.     Definindo o que é Homilética

         Homilética é o ramo do conhecimento cristão que ensina os processos da construção e da comunicação de sermões bíblicos.
         Homilética também pode ser vista como a arte da elaboração e transmissão da mensagem de Deus para seu povo.

3.     A vida íntima do pregador e a eficiência da sua mensagem

Existem algumas características muito importantes que devem predominar na vida íntima do pregador. Elas são indispensáveis.
Vejamos:

3.1      Verdadeira Aceitação de Cristo como Salvador.

Todo pregador deve examinar-se com a ajuda de Deus, para estar seguro de que realmente aceitou Cristo como seu Salvador pessoal, e não somente aceitou como verdade o fato de que ele é o único Salvador.

3.2      Consagração

A conservação da consagração se consegue à custa de vigilância, oração e relacionamento pessoal com Deus.
“Um pregador sem consagração soa como uma lata vazia”

3.3      Humildade

Ele tem que lutar também contra a tendência de sentir-se superior aos outros. João 3:30: “Convém que ele cresça e que eu diminua.”

3.4      Sabedoria

O pregador precisa buscar de Deus sabedoria para falar e agir.
Lembre-se que “conhecimento informa, a sabedoria transforma”.

3.5      Domínio próprio

É necessário para vencer o temor, que é mais ou menos natural quando se tem que falar em público. Também é necessário para corrigir alguma falha especial que se tenha, como o gaguejar. Ainda é necessário dominar a voz e falar de tal maneira que todos compreendam cada palavra e que as palavras expressem seus sentimentos.
“Lembre-se que o domínio próprio é um fruto do Espírito que nos ajuda a vencer nossos medos”.

3.6      Vontade aprender

Um pregador precisa desenvolver o gosto pela leitura da palavra, e de bons livros cristãos.
Josué 1:8:  Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.

4.     Ferramentas úteis para o pregador

         Uma boa Bíblia: Com boa tradução, e recursos como chave Bíblica e referências cruzadas. Uma sugestão é que o pregador tenha várias traduções da Bíblia.
         Um bom dicionário Bíblico e teológico.
         Livros doutrinários e devocionais. É importante que você procure ler para adquirir

5.     Antes de começar a preparação de um sermão

         Comece orando.
         Procure pedir a Deus orientação para descobrir qual a necessidade espiritual das pessoas a quem você levará a pregação.
         Ao escolher o texto, leia-o várias vezes para adquirir familiaridade com o texto.
         Estude este texto. Procure compreender as palavras que estão neste texto, usando dicionários.

6.     Tipos de Sermões

Há muitos tipos de sermões e vários meios de classificá-los. Provavelmente a forma menos complicada seja a classificação em TEMÁTICOS, TEXTUAIS e EXPOSITIVOS. Estudaremos a preparação de mensagens bíblicas examinando estes três tipos principais, priorizando o sermão EXPOSITIVO.
Assim veremos:
         O Sermão Temático
         O Sermão Textual
         O Sermão Expositivo

7.     O que é sermão temático?

         Sermão Temático é aquele cujas divisões principais derivam do tema, independente do texto.

7.1      Um exemplo de sermão temático

A fim de compreendermos com maior clareza a definição trabalharemos juntos num esboço simples. Escolheremos como tema, “Razões Para A Oração Não Respondida”. Note que não estamos usando um texto, mas um tema bíblico.
Meditando em várias partes das Escrituras referentes ao nosso tema e trazendo-as à mente, encontramos textos como os seguintes, os quais indicam por que, com frequência, a oração fica sem resposta: Tg 4:3, Sl 66:18, Tg 1:6-7, Mt 6:7, Pv 28:9 e I Pd 3:7.  É neste ponto que uma boa Bíblia de referência e uma concordância bíblica completa, ou uma Bíblia dividida em tópicos, são de valor inestimável.
Com a ajuda destas referências bíblicas descobrimos as seguintes causas para a oração não respondida.

Titulo: Orações não respondidas.
Tema: Causas para a oração não respondida
I- Pedir Mal,  Tiago 4:3
II- Pecado no coração,  Salmo 66:18
III- Duvidar da Palavra de Deus, Tiago, 1:6-7
IV- Vãs repetições, Mateus 6:7
V- Desobediência a Palavra,  Provérbios 28:9
VI- Procedimento irrefletido nas relações conjugais,  I Pedro 3:7

7.2      Unidade De Pensamento

É preciso observar que, segundo o exemplo acima, o sermão temático contém uma ideia central, a saber, “Razões Para a Oração Não Respondida”.
Podemos pensar muito em outros fatores importantes referentes à oração, tais como o seu significado, sua importância, seu poder, seus métodos e os seus resultados obtidos.
Contudo, a fim de nos mantermos fiéis à definição do sermão temático, devemos basear no tema as partes principais do esboço, isto é, devemos limitá-lo à ideia contida no tema.

7.3      Características do Sermão Temático

         O sermão temático contém uma ideia central.
         As divisões do sermão temático podem vir de várias partes diferentes da Bíblia.
         As divisões do sermão temático devem ser limitadas ao tema. Assim, se o tema é “Qualidades do autêntico cristão”,  cada divisão deve corresponder a uma qualidade do cristão.

7.4      Exemplo 2 de sermão temático

Tema: “VERDADES ABSOLUTAS REFERENTES A CRISTO”
Quais são estas verdades:
  1. Ele é Deus manifesto na carne - Mt 1:23
  2. Ele é o Salvador dos homens - I Tm 1:15
  3. Ele é o Rei vindouro - Ap 11:15

Observe que este esboço está em ordem cronológica. Jesus Cristo, Filho de Deus, primeiramente se encarnou, depois foi à cruz e deu a vida para tornar-se nosso Salvador, e algum dia virá para reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

8.     O Sermão textual

         Definição: É aquele em que as divisões principais são derivadas de um texto constituído de uma  pequena porção da Bíblia.
         Da definição acima, notamos que as divisões principais do sermão textual são tiradas do próprio texto. Desta maneira, o esboço principal mantêm-se estritamente dentro dos limites do texto.

8.1      Exemplo I de sermão textual

Como primeiro exemplo, tomemos Esdras 7:10, que diz: “Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos”. Muitas vezes é útil consultar uma tradução moderna a fim de se obter um significado mais claro da passagem.
Examinando com cuidado o texto, observamos que o versículo todo tem como centro “O Propósito Do Coração De Esdras”, e assim traçamos as seguintes divisões do versículo:

TITULO: OS PROPÓSITOS NO CORAÇÃO DE ESDRAS
Texto Base: Esdras 7:10
I- Estava disposto a conhecer a Palavra de Deus,  “Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor”.
II- Estava disposto a obedecer a Palavra de Deus, “...Para a cumprir”.
III- Estava disposto a ensinar a Palavra de Deus, “...e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos”.

8.2      Exemplo II de Sermão Textual

TITULO: UMA GRANDE ATO DE AMOR
Texto: João 3:16
Tema: O amor de Deus é marcado:
I- Por um intenso sentimento, “amou o mundo de tal maneira”
II- Por um ato sacrificial, “..Deu seu filho unigênito”
III- Por uma dádiva eterna, “não pereça, mas tenha a vida eterna”
IV- Por um desejo universal de salvação, “todo o ..”
V- Por uma condição, “que crê”

9.     O sermão expositivo

É aquele em que uma porção mais ou menos extensa das escrituras é interpretada em relação a um tema ou assunto. A maior parte do material deste tipo de sermão provém diretamente da passagem, e o esboço consiste em uma série de idéias progressivas que giram em torno de uma idéia principal.

9.1      Diferenças entre Textual e o Expositivo

TEXTUAL
1.     É retirado de uma pequena porção das escrituras: Um versículo, no máximo dois.
2.     É um sermão mais simples, por não exigir do pregador grandes conhecimentos bíblicos e teológicos.
EXPOSITIVO
1.     É retirado de uma porção mais extensa das escrituras.
2.     É um sermão mais difícil e exige do pregador maior conhecimento bíblico, teológico e hermenêutico.

9.2      Princípios básicos para elaboração de sermões expositivos:

·        Escolha o texto
·        Leia cuidadosamente o texto (no mínimo 50 vezes)
·        Encontre um objetivo
·        Faça uma introdução resumida
·        Encontre um tema
·        Encontre uma Palavra-chave
·        Faça as divisões necessárias
·        Faça uma lista das ilustrações que lhe chamaram a atenção
·        Fixe-se na maneira de aplicar os ensinamentos do sermão
·        Observe a natureza do desenvolvimento e faça a conclusão

9.3      Exemplo de sermão Expositivo

TITULO: O BECO SEM SAÍDA
Texto: Êxodo 14:1-14
Tema: Qual o significado do Beco sem saída?
1- Beco sem saída é o lugar a que às vezes, Deus no leva, v.1-4a.
2- Beco sem saída é o lugar em que Deu nos prova, v.4b-9.
3- Beco sem saída é o lugar em que as vezes falhamos com o Senhor, v.10-12.
4- Beco sem saída é o lugar em que Deus nos ajuda, v.13,14.

1.     O esboço ou estrutura de um sermão

         O sermão precisa ser elaborado de tal forma que os ouvintes entendam qual é a idéia principal, e a forma como as idéias apresentadas estão sendo desenvolvidas.
         Para isso, é importante que haja uma estrutura  ou esboço
O que é uma estrutura ou esboço?
         É a forma que organizamos as idéias que serão apresentadas para os ouvintes, de forma que através de uma estrutura ou esboço, estas sejam comunicadas de forma clara.
         Portanto, o esboço é uma ferramenta que ajuda o pregador a ter uma comunicação clara e organizada.

2.     Partes da Estrutura de um Sermão

       Titulo
       Texto Base
       Introdução
       Desenvolvimento =  (Proposição+Sentença de transição)
         Subdivisão I
         Subdivisão II
         Subdivisão III
       Conclusão

2.1      Exemplo de um sermão com esta estrutura

Titulo: A vida Triunfante
Texto Base: Filipenses 1:12-21
Introdução.  (sugestão: Defina o que é uma vida triunfante, de um testemunho acerca de seus triunfos obtidos em Cristo)
Desenvolvimento
Proposição: Os crentes podem ser gloriosamente triunfantes
Sentença de transição: Em que circunstancias podemos triunfar?
I- Em meio a adversidade v. 12-14
II- Em meio a oposição v. 15-19
III- Em face a morte v. 20-21
Conclusão
Em Cristo podemos superar todos os momentos de nossas vidas.

3.     O título de um sermão

É uma expressão que anuncia de forma especifica o que será pregado no sermão ao auditório.
O título deve ser bem especifico, não é uma frase, não pode ser longo, precisa chamar atenção do auditório.

3.1      Exemplo de título

Suponha que você irá pregar sobre a graça. Bem, este assunto é muito amplo. Você poderia falar muitas coisas acerca da graça, como por exemplo:
         O que é a graça
         Benefícios da graça
         A fonte da graça etc...
         Temos acima vários exemplos de vários de títulos que poderiam ser utilizados.

3.2      Exemplo II de Título

Suponha que sua pregação seja sobre o assunto vitória. Você poderia ter os seguintes títulos:
         Segredos de uma vida vitoriosa
         Pré requisitos para a vitória
         A vida crista vitoriosa
         Passos para ter vitória

3.3      Características de um título

O título deve ter relação com a passagem bíblica em que se baseia
         Ele deve ser interessante
         Deve ser breve
         Pode vir em forma de interrogação, exclamação, ou ainda,  afirmação.
         Pode conter uma citação de um texto bíblico

3.4      Exercícios relacionados a Títulos

         Prepare um título para as seguintes passagens:
         Romanos 15:1       Hebreus 11:1
         I Reis 22:43          Provérbios 18:21
         Salmo 84:11         Gênesis 6:8
         Lucas 6:10            Gênesis 18:24
         Jeremias 15:16a  
         João 4:14
         João 3:16

4.     A introdução de um sermão

A introdução do sermão é o processo pelo qual o pregador procura preparar os ouvintes e prender-lhes o interesse para a pregação que será realizada.

4.1      Objetivos de uma introdução

         Conquistar a boa vontade dos ouvintes.
         Despertar interesse pela pregação.
         Romper com toda resistência do auditório.
         Características de uma boa introdução
         Sempre comece a introdução fazendo um vocativo. Ex. Senhoras e senhores, Amados irmãos Graça e paz....
         Deve ser breve, interessante e objetiva.
         Deve durar, no máximo 10% de uma apresentação. Portanto, se o sermão dura 20 minutos, a introdução deve ser feita em 2 minutos.
         O que é dito na introdução precisa ter relação com o assunto da pregação.

5.     Vamos relembrar as partes de um sermão

       Titulo
       Texto base
       Introdução
       Desenvolvimento =  (Proposição+Sentença de transição)
         Subdivisão I
         Subdivisão II
         Subdivisão III
       Conclusão

6.     A Proposição de um sermão

É uma declaração simples do assunto que o pregador se propõe a apresentar, desenvolver, provar ou explicar.
Em outras palavras, é uma afirmativa da principal lição espiritual ou da verdade eterna do sermão, reduzida a uma sentença declarativa.

6.1      Exemplos de proposição

“A meditação diária das escrituras é vital para o crente”.
“Quem tem Deus tem tudo o que vale a pena ter”.
“Os que dão a Deus o primeiro lugar jamais terão falta de nada”.
“O Senhor deseja a adoração que procede do íntimo”.

Veja a proposição no esboço do sermão abaixo:
         Titulo: Aproveitando as oportunidades
         Texto: Romanos 8:28
         Introdução
         Proposição: O cristão alerta descobre que todas as circunstancias cooperam para o seu bem.
         Sentença de transição: Quais são estas situações?
1-Quando a dor atinge seu lar
2-Em épocas de crise
3-Em tempos de enfermidade.

7.     O que é uma sentença de transição?

         É um elemento que serve para ligar a proposição as subdivisões do sermão. A sentença de transição une a proposição às subdivisões através de uma palavra chave.

7.1      Exemplo de sermão com proposição e sentença de transição

         Titulo: Um ministério exemplar
         Texto: 1 Tessalonissences 2:1-12
         Introdução (Sugestão: Fale sobre exemplo de Cristo)
         Proposição: O servo de Deus tem um padrão exemplar para o seu ministério.
         Sentença de transição: Quais as características de um ministério exemplar?
         Audácia Santa v. 1-2
         Fidelidade a Deus v.3-6
         Consideração graciosa v.7-9
         Integridade de conduta v10-12


A PALAVRA CHAVE.
Um dos recursos homiléticos mais úteis é a “palavra-chave”. Ela é o coração da sentença de transição.
Se houver unidade num sermão, haverá uma “palavra-chave”, não necessariamente expressa ou reconhecida, que caracteriza um dos principais pontos, e mantém unida a estrutura.
Uma “palavra-chave” é sempre um substantivo, um substantivo verbal ou um adjetivo.
Exemplos:
*    Substantivo: Atributos, obstáculos, causas, meios.
*    Substantivo Verbal: Princípios, inferências, compromissos, expectativas, descobrimentos.
*    Adjetivo Substantivo: Atualidades, fraquezas.

Obs.: Uma “palavra-chave” é sempre no plural.

¢  Acontecimentos
¢  Evidências
¢  Regras
¢  Abordagens
¢  Exemplos
¢  Reivindicações
¢  Ações
¢  Exigências
¢  Respostas
¢  Advertências
¢  Fardos
¢  Rotas
¢  Afirmações
¢  Fatos
¢  Segredos
¢  Alegrias
¢  Fontes
¢  Sugestões
¢  Alvos
¢  Funções
¢  Tendências
¢  Aplicações
¢  Grupos
¢  Tipos
¢  Argumentos
¢  Garantias
¢  Nomes
¢  Artigos
¢  Ilustrações
¢  Diferenças
¢  Aspectos
¢  Itens
¢  Elementos
¢  Atitudes
¢  Leis
¢  Ensinos
¢  Atributos
¢  Lições
¢  Erros
¢  Benções
¢  Listas
¢  Esperanças
¢  Benefícios
¢  Usos
¢  Empecilhos
¢  Causas
¢  Valores
¢  Objetivos
¢  Chaves
¢  Verdades
¢  Objeções
¢  Crenças
¢  Virtudes
¢  Ocasiões
¢  Critérios
¢  Meios
¢  Provas
¢  Desejos
¢  Reações
¢  Pontos
¢  Expressões
¢  Razões


8.     Vamos relembrar as partes de um sermão

       Titulo
       Texto Base
       Introdução
       Desenvolvimento =  (Proposição+Sentença de transição)
        
Divisões
Subdivisão I
         Subdivisão II
         Subdivisão III
       Conclusão

9.     Vejamos agora as divisões de um sermão

         As divisões são as seções principais de um sermão ordenado.  Um sermão corretamente planejado contribui para a unidade do pensamento que está sendo anunciado ao auditório.
         Um sermão sem divisões torna-se uma mensagem confusa, sem organização, e dificilmente as pessoas se lembrarão do seu conteúdo.

9.1      Características das divisões

         As divisões não devem ser iguais.
         O número de divisões deve ser o menor possível.
         As divisões ampliam a idéia da proposição.

9.2      Exemplo de sermão com divisões

         Titulo: Quando Deus justifica o pecador
         Texto: Romanos  5:1-11
         Introdução
         Proposição: A justificação produz resultados benditos nos que crêem.
         Sentença de transição: Quais resultados?
       Paz com Deus v. 1
       Acesso a Deus v.2
       Alegria em Deus v.2
       Triunfo em Cristo  v.3-4
       O testemunho do Espírito Santo v.5
       Segurança perfeita v.6-11

9.3      Exercício

         Elabore um esboço com divisões nos seguintes textos:
       Mateus 5:3-10
       Mateus 4
       Romanos 5:3-5
       Como desenvolver as divisões?

9.4      Como desenvolver o conteúdo das divisões?

         Feito as divisões, precisamos pensar em seus conteúdos. Afinal, o esboço de um sermão é como se fosse um esqueleto sem a carne.
         O conteúdo do sermão corresponde a carne, que preenche a estrutura do sermão.
         Mas, como desenvolver estes as divisões. Onde encontrar o conteúdo das divisões? Onde encontrar o material para as para desenvolver as divisões?
       A Bíblia
       Comentários bíblicos, devocionais, letras de hinos.
       Experiência.
       Observação do mundo que nos cerca.
       Imaginação
       Referencias cruzadas na Bíblia
       Citações
       Ilustrações

10.           Revendo a estrutura do sermão

       Titulo
       Texto Base
       Introdução
       Desenvolvimento =  (Proposição+Sentença de transição)
         Subdivisão I
         Subdivisão II
         Subdivisão III
       Conclusão

11.           Vamos agora estudar a conclusão de um sermão.

         É o clímax do sermão, no qual o pregador atinge o seu objetivo final, deixando uma impressão vigorosa.
         Se a conclusão não for bem executada, ela pode enfraquecer o efeito do sermão, comprometendo a sua eficácia.

11.1 Formas de realizar uma conclusão

         Recapitulação, onde reve-se os pontos da pregação.
         Ilustração, que esteja vinculada a idéia central do sermão.
         Um apelo.
         Uma oração final por pessoas do auditório.
         Mensagem de incentivo

12.           Palavra final

Esta apostila é resultado de várias obras pesquisadas que foram sintetizadas com clareza no intuito de auxiliar e preparar aqueles que um dia entenderam que podem contribuir mais com a obra do Senhor através do conhecimento bíblico e o ensino da Palavra.
Aos que querem percorrer o caminho da pregação sugiro que orem e busquem diariamente a Deus, pois a mensagem que toca o coração não é apenas aquela que é preparada de forma técnica, mas sim aquela que vem de uma incessante comunhão com Deus. Portanto, busquem de Deus, mensagens que sejam capazes de tocar o coração do homem.

13.           Bibliografia consultada e sugerida

·        W. KOLLER, CHARLES. “Pregação Expositiva Sem Anotações”, São Paulo, Ed. Mundo Cristão, 2a Edição, abril de 1987.
·        BRAGA, JAMES. “Como Preparar Mensagens Bíblicas”, Deerfield, Flórida, Ed. Vida, 6a impressão, 1991.
·        ROBINSON, HADDON. “A Arte e o ofício da pregação Bíblica”. Shedd Publicações.
·        HAWKINS, THOMAS. “Homilética Prática”, Rio de Janeiro, Ed. Juerp, 5a Edição, 1988.
·        DR. RICK WARREN-  Uma Igreja com Propósitos .

14.           Informações acerca do professor

Pr Josias Moura de Menezes foi Professor nas seguintes instituições: STEB(Seminário teológico Batista Mineiro), Faculdade Batista da Lagoinha (BH/Minas Gerais), Seminário Congregacional de Brasília/DF (Extensão), Fater (Faculdade Teológica do Recife), Curso preparatório para Lideres: Igreja Congregacional Central de BH/ MG, STEAD - Seminário teológico Evangélico Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte - Extensão  Macau/RN.  Atualmente leciona no Instituto Bíblico Betel Brasileiro em João Pessoa  e no STEC - Seminário Teológico Congregacional.
Lecionou nestes anos  as seguintes matérias: Teologia sistemática, Hermenêutica, Homilética, teologia pastoral, administração eclesiástica da igreja, Implantação e desenvolvimento de igrejas, Análise em Romanos e Apocalipse, Liderança cristã, Aconselhamento pastoral, Escatologia, Introdução a filosofia, Teologia Contemporânea, Apologêtica, Filosofia da Religião  e Lógica Filosófica.
Na área secular lecionou: Comunicação e postura pública, Marketing pessoal, planejamento estratégico, Relações humanas na empresa, Cursos de informática (Windows,Word, Acess, Excel, Internet, Corew Draw), Música instrumental.

Email para contato: josiasmoura@hotmail.com   
Para outras informações acesse o site: josiasmoura.wordpress.com

15.           Dias de culto da Igreja Betel Brasileiro Geisel


Terça
Culto Matutino: 07:00hs
Campanhas de oração e libertação Espiritual: 19:30hs
Culto infantil: 19:30hs.
Quarta
Culto Matutino: 07:00hs
Culto dos homens: 19:30hs
Reunião das guerreiras de oração: 19:30hs
Quinta
Culto Matutino: 07:00hs
Culto de doutrina: 19:30hs
Ensaio do conjunto infantil: 20:00hs
Sexta
Culto Matutino: 07:00hs
Culto de Senhoras ou de Casais (Escala Alternada)
Sábado
Culto Matutino: 07:00hs
Visitas Pastorais: 15:00hs
Culto Jovem: 19:30hs
Domingo
Manhã: Escola Bíblica: 10:00hs
Tarde: visitas Pastorais: 15:00hs
Noite: Culto de celebração: 18:30hs
Noite: Culto das crianças: 19:00hs

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